Gabigol, Alisson e a "espinha dorsal": o que Ancelotti disse na coletiva
O técnico explicou por que o Gabigol ficou fora, garantiu o Alisson na Copa América e disse quem são os pilares da Seleção. E a CBF contou por que não chamou ninguém de Flamengo e Palmeiras.

Depois de anunciar os 26 convocados pros amistosos contra Japão e Singapura, Carlo Ancelotti respondeu perguntas da imprensa por quase meia hora na sede da CBF. Assisti à coletiva inteira no canal oficial da CBF no YouTube e separei o que ele falou de mais importante. As falas estão transcritas do vídeo, com ajustes leves no portunhol do italiano.
A espinha dorsal da Seleção
Perguntado se já existe uma base do time, Ancelotti citou nomes sem rodeio: cinco jogadores que estiveram na Copa do Mundo e mais um.
"Podem nomear, não tenho nenhum problema: Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães, Vinícius e Raphinha. E também temos o Douglas Santos, que fez um Mundial muito positivo. Estes jogadores são a espinha, a coluna vertebral da Seleção para os próximos anos."
Detalhe: o Marquinhos não está nesta lista pros jogos de novembro. Os outros cinco estão.
E o Gabigol?
A pergunta veio da ESPN: o Gabigol, do Santos, ficou fora por causa do critério de um jogador por clube ou porque não é o momento?
"Gabriel Barbosa é um jogador que obviamente estamos avaliando, estamos olhando todos os jogos. Ontem jogou muito bem contra o Palmeiras, mas não estava na lista larga, então não podia ser convocado. Mas o critério tinha que ser o mesmo. Um jogador do Santos… era o Gabriel Bontempo."
Alisson tem vaga garantida
Sobre os jogadores que foram à Copa e não vêm sendo chamados, como o Alisson, a resposta foi direta:
"Não precisamos testar o Alisson, porque o Alisson conhecemos muito bem. Quando vai começar a Copa América, o Alisson vai ser chamado. Como o Alisson, todos os outros. Eu acho que agora é o momento de renovar e potencializar os jovens atletas brasileiros."
Por que ninguém de Flamengo e Palmeiras
Quem explicou foi Rodrigo Caetano, da CBF. O critério desta vez foi convocar até um jogador de cada clube do Brasileirão, menos dos dois que brigam pelo título, Flamengo e Palmeiras, empatados com 70 pontos.
"Convocar até um atleta de cada clube do futebol brasileiro, com exceção dos dois postulantes ao título, justamente porque a nossa viagem é extremamente desgastante e difícil, com uma rodada no dia seguinte."
Segundo ele, todos os clubes que tiveram jogador convocado foram consultados e concordaram, e a decisão foi tomada em caráter de exceção, pra não prejudicar a reta final do Brasileirão. Sobre o calendário, garantiu que pros próximos anos "isso já está solucionado" e "não vai voltar a acontecer".
Os novos e o Bontempo
Sobre os estreantes, Ancelotti elogiou o zagueiro Jonathan Jesus, do Cruzeiro: "um zagueiro muito forte, muito rápido, muito agressivo, muito inteligente". Disse que Alisson Santana "tem muita qualidade" e que Marlon Gomes "tem muito dinamismo". E sobre o Gabriel Bontempo, do Santos:
"Gostei dele, de sua atitude, de sua personalidade. Estou gostando de sua progressão. Jogou muito bem ontem. Eu acho que ele mereceu estar com nós também nesta data."
Estêvão e a pressão
Sobre o Estêvão, que tem jogado pouco no Chelsea, Ancelotti disse que é "um tema de futuro" e que a Seleção tem que apoiá-lo na progressão. E quando perguntaram sobre a pressão de ser técnico da Seleção, mandou essa: a pressão chegou pra ele "pela primeira vez em 1996" e nunca mais saiu. "A pressão não é uma coisa negativa. Te tem desperto, não te permite dormir."
Brasil x Japão às 7h15 (de Brasília) e, no dia 17, Brasil x Singapura às 7h. Os dois no Estádio Nacional de Singapura.
A lista completa dos 26 convocados →
E aí: o Gabigol merecia a vaga? E essa espinha dorsal, você mudaria quem?
Fontes
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